09 de Setembro 2010
Edição #140
2010

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Entrevistas e Artigos

Domination Rio - Século XXI (Rio de Janeiro, RJ) – 21/06/2009






Domination Rio 

Século XXI (Rio de Janeiro, RJ) – 21/06/2009

Bandas:

Torture Squad, 

Unearthly, 

Gangrena Gasosa, 

Enterro, 

Ressonância Mórfica e 

Ainur

Texto: Maria Fernanda Cals | Fotos: Diego PadilhaA primeira edição do festival DOMINATION RIO aconteceu no último dia 21 de junho, um domingo ensolarado na capital carioca. O show reuniu seis bandas: Ainur, Ressonância Mórfica, Enterro, Gangrena Gasosa, Unearthly e Torture Squad.

O início do evento estava marcado para as 14h, mas os portões só se abriram as 16:30h, atraso creditado a demora na passagem de som. O local escolhido foi o Século XXI, casa de shows no bairro de Campo Grande, zona oeste carioca, que vem abrigando os eventos da produtora Full Metal, além de ter recebido a final do Wacken Metal Battle deste ano. 

A abertura do festival ficaria por conta do OLIGARQUIA, que teve de cancelar a vinda na última hora devido a problemas com um dos patrocinadores da banda que pagaria a vinda do grupo a capital fluminense. Em seu lugar, foi convidada às pressas o AINUR, conjunto de black metal do Rio de Janeiro. A apresentação durou cerca de 35 minutos e contou com músicas próprias e um cover para “Evil Church”, do Enthroned. Foi também a estreia do vocalista 7 (isso mesmo, Sete), que mostrou-se bastante à vontade em seu papel.

Em seguida, os amazonenses radicados em Goiânia do RESSONÂNCIA MÓRFICA surpreenderam os presentes com um death/grind em português de muita qualidade.  O grupo vem viajando pelo país na turnê “Morfitour”, que já passou pelo norte, nordeste, sudeste e centro-oeste do Brasil. Todos os integrantes tocaram com muita energia e entrosamento, contagiando quem estava lá.  O vocalista Marcos Campos gritava a todo momento a frase “eu quero ver o caos”, incitando o público a se agitar. O baixista Bruno Lôbo parecia à beira de um ataque cardíaco, uma vez que não parava quieto no palco nem por um segundo. Algumas das músicas escolhidas para o repertório foram “Mosaico da Extinção” e  “O Deus Verme”. Provavelmente, o melhor show “revelação” do evento.

Derramando uma taça com sangue pelo corpo. Assim o vocalista Nihil iniciou o show da terceira banda a se apresentar no Domination, os cariocas do ENTERRO. O grupo agradou seus fãs com um set list de cerca de 40 minutos, que incluiu as músicas “The Funeral”, “This Land Shall Burn”, “War is my Answer” e ainda um cover de Marduk.

Sobe então ao palco o GANGRENA GASOSA, uma das mais controversas e aguardadas bandas do festival. Auto-intitulados “saravá metal”, os integrantes vieram com quase toda a indumentária característica à temática do grupo (apenas o vocalista Omulú não estava a caráter). No set list, músicas como “A SuperVia Deseja a Todos uma Boa Viagem”, “Se Deus é 10, Satanás é 666”, “Fistfucking”, “Terreiro de Desmancho” e “Centro do Pica-Pau Amarelo” não decepcionaram. Entretanto, o conjunto foi prejudicado por problemas técnicos com o som, o que causou um corte de 3 músicas do repertório. Mesmo assim, deram a volta por cima e conseguiram apresentar aos fãs um show memorável e saíram aplaudidos.

O auge dos problemas técnicos, no entanto,  aconteceu com o UNEARTHLY. Os microfones falharam e o amplificador de uma das guitarras não funcionava corretamente, o que obrigou o frontman Eregion a ficar apenas nos vocais durante grande parte da apresentação. A ideia inicial era apresentar aos fãs não apenas músicas de seu novo trabalho, “Age of Chaos,” como também alguns dos clássicos do grupo. Meta meio frustrada, infelizmente, já que devido a tantos imprevistos com o som o show foi partido pela metade.  A decepção dos músicos e do público era visível, o que causou certa confusão entre os que estavam no palco e a equipe de som do evento.

Para fechar o evento, veio o TORTURE SQUAD, uma das bandas brasileiras de maior sucesso no país e também no exterior.  Entregaram um show impecável, o que já era esperado. No set list, músicas como “Chaos Corporation” e “Hellbound”, do último lançamento da banda”, “Towers on Fire” e “Unholy Spell” fizeram com que o conjunto deixasse o palco bastante ovacionado.

O festival, ainda recém-nascido, provou que, apesar de todas as adversidades, vale a pena investir em eventos para o público carioca, carente de grandes eventos de metal. A organização pecou em alguns momentos, como no atraso para o começo do evento e nos problemas técnicos que prejudicaram o som de algumas bandas. É fato, porém, que o evento foi marcante para quem esteve lá e que com certeza já espera por mais edições.