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11/12/2017
09:04 Live Evil



NEUROSIS
Carioca Club - São Paulo/SP
08 de dezembro de 2017
Por Valtemir Amler / Fotos: Fernando Yokota
 
Apenas para contextualizar: o Neurosis é um grupo surgido em meados da década de oitenta na Califórnia, e que no início trilhava os caminhos ásperos do punk/hardcore. A atitude punk nunca desapareceu, mas na década de noventa - época em que o cenário musical sofria grande transformação - o grupo liderado pelo genial guitarrista e vocalista Scott Kelly percebeu um vácuo entre o nascente grunge e o velho heavy metal, e resolveu preencher essa lacuna com uma fusão única entre hardcore, jazz, metal, ambient, e tudo mais que você possa imaginar. Álbuns como Souls at Zero (1992) e Enemy of the Sun (1993) tornaram-se clássicos praticamente no mesmo momento em que eram lançados, e de repente o Neurosis era referência citada pelos maiores nomes da música da nova década, e toda uma cena (que conta com protagonistas de peso como Kylesa e Mastodon) se organizou em volta de seu nome, um culto à música criativa, inquieta e ilimitada. Pois bem, tudo isso feito para dizer que, se você perdeu a estreia histórica (e com décadas de atraso) dos caras em solo brasileiro, você deixou escapar uma grande chance de ver uma das mais icônicas bandas do mundo em ação.



Como a noite era especial, a música começou cedo, com a banda Saturndust. Sim, o trio paulistano pode ser novidade para muita gente, mas o seu forte doom metal mostrado no EP Sons of Water (2012) e nos ‘full length’ Saturndust (2015) e RLC (2017) é impressionante, pesado, e não é força de expressão dizer que contagiou o público cada vez mais numeroso que ia tomando conta da pista do Carioca Club.



Pouco depois, era a vez de outro trio nacional se apresentar, o imprevisível e surpreendente Deaf Kids, com seu som impossível de classificar, porém, fácil de assimilar e curtir. Para uma boa apreciação do que esses caras são capazes, não deixe de conferir o mais recente lançamento Configuração do Lamento (2016).



Feitas as apresentações iniciais, a demora foi pouca, e o Neurosis adentrou o palco rigorosamente no horário marcado, e o público demonstrou empolgação logo nas primeiras notas das guitarras de Scott Kelly e Steve von Till. Esperado por mais de vinte anos por aqui, o espetáculo começou forte com Lost, faixa de Enemy of the Sun (1993) que vem abrindo toda a turnê dos caras, e que logo de cara mostrou o motivo de ser a preferida para essas ocasiões.



Fazendo o papel de ‘fã chato das antigas’, sim, eu gostaria de ter visto a banda tocando mais material desse disco, mas é claro que os caras iriam evidenciar o ótimo Fires Within Fires (2016), que ano passado figurou na lista de favoritos desse que vos escreve. Mas o novo álbum precisou esperar mais um pouquinho para fazer as honras, já que antes a banda tinha mais um ‘clássico de dentro de um clássico’ para tocar: The Web, do magistral, incomparável e todo poderoso Souls to Zero (1992). Que bom finalmente ter visto essa música ao vivo, sendo executada magistralmente pelos malucos que a compuseram...



E então, A Shadow Memory colocou Fires Within Fires na jogada, a primeira das quatro desse disco a serem executadas nessa noite de sexta-feira em São Paulo. Achou pouco? Só lembrando, Fires Within Fires tem cinco faixas, então, apenas os dez minutos de Reach é que não receberam o quente e eufórico apoio dos fãs brasileiros - pelo menos nessa primeira, e até agora, única passagem dos caras por nosso país.



Locust Star fez a alegria dos fãs do Through Silver in Blood (1996) e o ótimo Given to the Rising (2007) chegou com dois sons: Water is not Enough e At the End of the Road, ambas muito bem acolhidas. Mas, como a música do Mercyful Fate sempre nos faz lembrar, ‘doesn’t matter where you are, time is passing us by’, e essa noite histórica também precisava chegar ao fim. A encarregada de dar cabo dessa grande apresentação foi The Doorway, de Times of Grace (1999). Sim, mais uma grande noite, de um grande ano para a música tinha chegado ao fim, e punks (alguns), headbangers (vários) e hipsters (muitos) puderam ir pra casa satisfeitos, e concordando que viram algo único.
 
 
 

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