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13:53 Live Evil



ZAKK SABBATH
Carioca Club - São Paulo (SP)
18 de novembro de 2017
Por Leandro Nogueira Coppi / Fotos: Fernando Pires
 
Foi com o sentimento de orfandade pelo fim das atividades da maior banda de heavy metal de todos os tempos no peito, que centenas de fãs do Black Sabbath lotaram o Carioca Club nesse chuvoso último sábado, 18 de novembro, para matar a saudade de ouvir clássicos desta instituição britânica. Isso através do novo projeto de Zakk Wylde – músico que por si só também possui uma legião de seguidores fieis no Brasil -, o qual o guitarrista nomeou, genialmente, de Zakk Sabbath. Trata-se do que se convencionou chamar de “banda cover de luxo”, por ser um tributo formado por músicos renomados mundialmente. Além de Wylde (guitarra e vocal), o Zakk Sabbath conta com outros integrantes experientes: Blasko (baixo - Ozzy Osbourne / ex-Rob Zombie) e Joey Castillo (bateria - ex-Danzig, Queens of the Stone Age e Eagles of Death Metal). Pra Zakk, a ideia dessa banda tributo é simples: “O Black Sabbath só mostra como a música é atemporal e estamos aqui para perpetuar ainda mais esta obra. Só queremos continuar a rezar o evangelho”, afirmou.


 
E antes da “missa” começar, aconteceu um momento de muita emoção relacionado ao que durante o dia entristeceu toda a comunidade heavy metal no mundo todo, que foi a morte do cerebral guitarrista do AC/DC, Malcolm Young (64), que há alguns anos havia sido diagnosticado com demência. No som mecânico da casa, veio uma homenagem ao saudoso músico escocês: o hino “For Those About to Rock (We Salute You)”. A reação instantânea do público foi se dividir entre cantar e entoar em coro o nome de Malcolm. Foi de chorar! Assim que a música acabou, as cortinas se abriram e o aguardado Zakk Sabbath entrou tocando a agitada “Supernaut”, do clássico álbum do Sabbath, “Volume 4” (1972). Zakk Wylde chegou tocando em cima do degrau que ficava ao lado esquerdo do pedestal de seu microfone, mandando ver pesado com sua Wylde Audio modelo Purple Vertigo Barbarian, customizada especialmente nas cores do álbum “Master of Reality” (1971).


 
A qualidade de som estava primorosa, o que possibilitava perceber cada arranjo instrumental, e assim permaneceu até o fim do show. No set, apenas músicas da formação original do Sabbath. E é incrível como elas fluem bem nas mãos e na voz de Zakk, que canta com entonação e trejeitos muito similares aos de seu compadre Ozzy Osbourne (Ozzy é padrinho de batismo do filho mais velho de Zakk). Isso, muito provavelmente, aconteça de maneira natural para o músico americano, devido aos anos de convivência com o Madman em sua banda solo.


 
Dando prosseguimento, a banda ia tocando as músicas sem intervalos. Ao invés de falatório, Wylde preferiu improvisar bastante durante a execução das músicas, principalmente na hora dos solos. E ao contrário do que você leitor que não esteve presente, não pesquisou os setlist.fm’s da vida e nem bateu os olhos aqui embaixo na lista das músicas tocadas deva estar pensando, o Zakk Sabbath abriu mão de clássicos óbvios e, talvez, conhecidos até por freiras ou monges tibetanos, como “Black Sabbath”, “Paranoid”, “Iron Man” e “Sabbath Bloody Sabbath” e executou muitas pérolas menos prováveis do catálogo de Ozzy, Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward. E aí tome “Snowblind”, “A National Acrobat”, “Lord of this World”, em que no decorrer Zakk desceu e foi tocar no gargalo próximo aos seus fãs – pena que a falta de telões dificultou para que as pessoas que estavam longe do palco pudessem enxergá-lo neste momento – e “Wicked World”.


 
Arrebatada, em muitas músicas a plateia cantou em alto e bom som as letras e fez os tradicionais coros nos riffs. Uma em especial, que nesse sentido foi contagiante, foi “Under the Sun / Everyday Comes and Goes”, também do mencionado “Volume 4”, que ganhou clima com a instrumental “Orchid”, de “Master of Reality”, rolando previamente no som mecânico como introdução, e um solo épico, feito nas costas por Zakk. Aliás, ele é mestre nisso e se valeu desse seu talento em muitos momentos do show, assim como esbanjou a grande fase vivida, que foi premiada recentemente com a conquista do Loudwire Music Awards 2017, que acontece nos Estados Unidos, sendo eleito o “Melhor Guitarrista” do ano. Wylde esmerilhou ao provar que sua pegada continua tão absurda quanto a visceralidade de seus solos e o peso que sai de suas guitarras, além de, como dito, improvisar bastante em cima das músicas do Sabbath, inserindo seu estilo, dando-se o direito de distribuir ‘vibratos’ e ‘harmônicos artificiais’.


 
Agitando muito e indo a todo instante para as pontas laterais frontais do palco, subindo várias vezes em seu praticável particular e bangueado sua cabeleira loira de um lado pro outro, foi apenas depois da metade do show, especificamente no decorrer de “Fairies Wear Boots”, que Zakk Wylde, enfim, resolveu cumprimentar o público. A seu pedido, os fãs acompanharam o restante da música nas palmas. E do baú do Black Sabbath, ele, Blasko e Castillo seguiram mandando joias preciosas, como (não necessariamente nessa ordem) “Children of the Grave”, que assim como no álbum “Master of Reality” foi precedida pela instrumental “Embryo” (ao fundo), “Into the Void”, “Behind the Wall of Sleep”, “N.I.B.” e “Hand of Doom”, em que Zakk preferiu usar as estrofes para fazer longos discursos ao invés de cantá-las, o que causou um efeito bastante interessante. 
 
As sirenes ensurdecedoras anunciaram o desfecho do show com a atemporal “War Pigs”, que durou longos e gloriosos dezesseis minutos. Nessa, em que Blasko tocou grande parte do tempo virado de frente pro seu amplificador e de costas para o público, Zakk agitou de maneira ensandecida e até trocou a palheta por seus dentes na hora do solo. Ao final ele agachou, largou sua guitarra no chão, se benzeu fazendo o sinal da cruz e juntou-se aos seus companheiros. Os três estenderam a bandeira do Hell’s Kitchen Brasil Originals (fã clube dedicado ao Black Label Society) e, após mais de uma hora e meia de show, se despediu.
 
Se eu fosse resumir esse show com uma só palavra, diria: emocionante! Foi de arrepiar poder ouvir através do cara que tem moral pra tal, as músicas que não ouviremos mais ao vivo pelo Black Sabbath. E se foi tocante ouvir o público antes do show do Zakk Sabbath gritando o nome de Malcolm Young ao som de “For Those About to Rock (We Salute You)”, foi de cair em prantos sair do Carioca Club ouvindo e cantando “Whole Lotta Rosie”. Valeu Zakk Sabbath. Vá em paz, Malcolm.


 
ZAKK SABBATH – Setlist:
Supernaut
Snowblind
A National Acrobat
(Embryo – Intro) Children of the Grave
Lord of This World
(Orchid – Intro) Under the Sun / Every Day Comes and Goes
Wicked World
Fairies Wear Boots
Into the Void
Hand of Doom
Behind the Wall of Sleep
N.I.B.
War Pigs

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