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09:48 Live Evil



GORGOROTH
Hangar 110 - São Paulo/SP
07 de dezembro de 2017
Por Valtemir Amler / Fotos: Edu Lawless

Há exatos 25 anos atrás, começava em Bergen (Noruega) a história da lenda chamada Gorgoroth. O nome retirado da obra de Tolkien (Gorgoroth, a Planície do Terror em Mordor), não poderia caber melhor a outra banda que não esse ato de extremismo musical descabido, concebido pela mente brilhante e turbulenta de seu líder e único membro original remanescente, o guitarrista Infernus. Por duas décadas e meia, o grupo desafiou todos os parâmetros musicais vigentes, envolveu-se em todo tipo de polêmica imaginável, conviveu com a prisão de vários de seus membros, foi desmembrada e reerguida em várias formações, despertou o ódio de uma legião, e sobreviveu, firme e forte como um dos maiores e mais importantes nomes da cena black metal mundial.



Pois foi justamente em sua turnê comemorativa de 25 anos que os noruegueses voltaram ao Brasil. Contando com uma formação diferente daquela que gravou o último disco (Instinctus Bestialis, 2015) e com um único membro da formação clássica, era natural que todas as atenções se concentrassem em Infernus, não fosse a presença ilustre do vocalista Hoest (Taake) que já vem há anos cumprindo o papel de vocalista nos shows do Gorgoroth. Com os clamadores das trevas já no palco, o inferno deu as caras com a já tradicional Marche Funèbre de Frederick Chopin, que garante o clima necessário para o início dos trabalhos, com a poderosa Bergtrollets Hevn, um clássico presente no segundo ‘full’, Antichrist, de 1996, e que na versão original conta com os vocais potentes do vocalista Hat, e não de Pest, como alguns pensam.



Esse mergulho na antiga discografia já era esperado, mas algo mais ‘jovem’ também deu as caras com sucesso, como foi o caso de Aneuthanasia, Clensing Fire, e Prayer, que colocaram Quantus Possunt ad Satanitatem Trahunt (2009) no jogo, um disco que sempre será lembrado por ser um dos dois álbuns do Gorgoroth a contar com o baixo de Frank Watkins (Bøddel), que fez história com o lendário Obituary.



Voltando aos ‘megaclássicos’ do passado, é claro que não poderia faltar Katharinas Bortgang, uma faixa tão antiga quanto o próprio Gorgoroth, e que saiu originalmente na demo Promo ’94, e que depois voltaria a aparecer no debut Pentagram (1994), e que em ambas as versões conta com o baixo gravado pelo incrível Samoth, guitarrista do também norueguês Emperor.



Forces of Satan Storms foi a única representante de Twilight of the Idols: In Conspiracy With Satan (2003), talvez por este ser o disco que mais fortemente representava o caráter do ex-vocalista Gaal. Se sentimos falta de Procreating Satan e Teeth Grinding, fomos compensados pela execução de clássicos maiores, e de maior poderio destrutivo: impossível descrever a fúria exalada por Krig, Ødeleggelse og Undergang e Revelation of Doom, três petardos insanos de Under the Sign of Hell (1997), ou o poder de uma Incipit Satan, do disco de mesmo nome (2000), quando Hoest entregou o microfone para que a galera cantasse trechos da letra. Mas, não há como negar que o momento mais esperado, e o ponto mais alto do show foi a execução do ultrajante clássico Unchain My Heart!!!, um black metal que qualquer fã de heavy metal deveria conhecer.



A noite findava, e a diversão não poderia ter sido de melhor qualidade. Sorte dos que lá estiveram, que presenciaram essa comemoração histórica de uma das maiores lendas do black metal, e que ajudaram esta a ser a mais extrema quinta-feira de 2017 em solo paulistano. Que em 2018 tenhamos muito mais!

            

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