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05/12/2017
09:37 Live Evil



HAMMERFALL
Complexo Armazém - Fortaleza/CE
03 de dezembro de 2017
Por Leonardo M. Brauna / Fotos: Gandhi Guimarães
 
Depois de passarem pelo Carioca Club em São Paulo/SP, e pelo Music Hall em Belo Horizonte/MG, finalmente Joacim Cans (vocal), Oscar Dronjak e Pontus Norgren (guitarras), Fredrik Larsson (baixo) e Davis Wallin (bateria) chegaram à Fortaleza/CE para o cumprimento da última data da perna brasileira da “Built to Tour – 2017”, turnê de promoção de seu último álbum de estúdio, “Built to Last” (2017).


 
Como sempre, o público metal da capital cearense lotou o Armazém que dessa vez recebeu o peso do martelo do Hammerfall, que entrou em cena com “Hector's Hymn” do álbum “(r)Evolution” (2014). A troca de energia foi imediata quando a banda invadiu o palco –, o refrão de um dos novos hinos do quinteto foi ecoado por todo o ambiente, ofuscando por completo o microfone de Joacim. Sim, durante as duas horas de show, houve momentos em que o vocalista era “passado para trás” pela enorme massa sonora que se levantava da plateia. A coisa ficava mais intensa quando velhas conhecidas como "Riders of the Storm" eram tocadas, e aqui o clássico que abre o CD “Crimson Thunder” (2002) caiu como luva no coro dos fãs que deram pulos ao comando do vocalista. As bases da música que mais parecem golpes de marreta contribuíram para o teste de resistência do solo do Armazém.


 
Após trocar sua guitarra personalizada em formato de martelo, o “chefão” Oscar chega soltando os riffs da rápida “Bring It”, primeira execução do álbum homenageado, “Built to Last”. Como se esperava, as canções do recém-lançado não obtiveram a melhor simpatia do público, mas quem estava ali não se importou de ser agraciado com suas versões ao vivo. Logo após, o botão de comunicação de Joacim foi acionado e o 'frontman' não parou mais de falar. A cada intervalo de canção Cans se interava muito com o público e comandava a festa com requintes de anfitrião. “Boa noite, Fortaleza! Muito obrigado por nos receber nessa primeira noite na cidade, vocês são animais!”, disse eufórico o vocalista que anunciou “Blood Bound” de “Chapter V: Unbent, Unbowed, Unbroken” (2005).


 
Em “Any Means Necessary” do sétimo álbum da banda, “No Sacrifice, No Victory” (2009), a estrela de Oscar e Pontus brilhou no solo de guitarras gêmeas, numa breve lembrança ao Judas Priest, uma das maiores influências do Hammerfall. Mas outra grande inspiração para os suecos é o Accept, que está presente em quase todos os refrões da banda, como na música “Renegade” do álbum homônimo de 2000, que chegou atropelando com seu ronco de Harley-Davidson. Aqui, Dronjak incitava o público simulando jogar sua guitarra aos fãs. A interatividade do Hammerfall com as pessoas foi uma das melhores coisas já vistas na cena local. Cans lamentou não ter visitado Fortaleza antes, pois estava fascinado com o carinho recebido. O seu discurso terminou com a segunda execução do álbum atual, “Dethrone and Defy”, que também deixou o público na expectativa pela próxima música.


 
“Crimson Thunder” restaurou a empolgação, assim como a épica “Last Man Standing”, que saiu como canção inédita da compilação “Steel Meets Steel – Ten Years of Glory” (2007). Joacim volta a falar ao público e pergunta quantos dos presentes já viram algum show do Hammerfall. Entre os elogios disse que os shows pelo Brasil estavam fantásticos e que a banda pretende voltar à Fortaleza. O momento era propício à execução do maior clássico da banda, “Let the Hammer Fall”, a primeira da noite de um de seus álbuns mais aclamados, “Legacy of Kings” (1998). A canção que nomeia o álbum “Built to Last” também não encantou, mas a euforia não se desestabilizou. Cans pergunta se havia alguém ali que trabalharia na manhã seguinte e avisou que o melhor estava por vir, pois a banda faria uma homenagem aos vinte anos de lançamento de “Glory to the Brave”, primeiro álbum do grupo lançado em 1997. A homenagem veio com um medley instrumental de suas músicas que terminou na execução completa de “The Dragon Lies Bleeding”, do mesmo álbum.


 
Uma banda como o Hammerfall que possui várias baladas, não podia deixar de trazer para o set list a mais adorada de todas, a faixa título de “Glory to the Brave” cantada pelo exército de fãs que quase levou Joacim às lágrimas. Mas o termômetro volta a esquentar com uma das melhores de “(r)Evolution”, “Origins”, que antecedeu a habitual apresentação dos músicos pelo vocalista e a última antes do ‘encore’, “Punish and Enslave”, de “No Sacrifice, No Victory”. O momento do bis é sempre aguardado com belos clássicos, mas “Hammer High” do novo disco ainda não tem essa honraria, porém, é uma séria candidata, assim como “Bushido” que foi o primeiro single de “(r)Evolution”, mas clássico mesmo foi o encerramento da noite com “Hearts On Fire” de “Crimson Thunder”.


 
Foram as duas horas de show mais curtas da história de Fortaleza, tamanha a emoção vivida pelos presentes. Aqui se aplicou a máxima que diz “o que é bom dura pouco”, e ainda que a sensação fosse essa, a banda teria que decolar no outro dia para continuar a turnê no Chile. Em Fortaleza, quem participou da festa não se arrependeu, por mais que tenham faltado clássicos do calibre de “Heeding the Call”, “Legacy of Kings” e “Remember Yesterday”. Quem sabe da próxima.
 
Setlist:
Hector´s Hymn
Riders of the Storm
Bring it
Blood Bound
Any Means Necessary
Renegade
Dethrone and Defy
Crimson Thunder
Last Man Standing
Let the Hammer Fall
Built to Last
Medley (Glory to the Brave album)
The Dragon Lies Bleeding
Glory to the Brave
Origins
Pusish and Enslave
Encore:
Hammer High
Bushido
Hearts on Fire



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