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10:35 Live Evil



DARK TRANQUILLITY
Clash Club - São Paulo/SP
02 de setembro de 2017
Por Valtemir Amler / Fotos: Edu Lawless
 
“Death metal melódico... O quão ‘melódico’ o death metal pode ser? É melódico um cara se esgoelando enquanto outro esmurra uma bateria como uma metralhadora, e cordas retumbam como trovões de uma tempestade maligna e incessante? E os caras são suecos... Melódico? Igual ao Grave, Unleashed, Vomitory? Ah tá, melódico, certo? Engraçadão você, meu caro engolidor de ‘palhacitos’... Ou é death metal, ou é melódico, os dois juntos não dá!” Certo, eu sei que você não pensou assim, os tempos são outros. Mas, acredite, esses caras já ouviram muito esse discurso. Em seus quase trinta anos de labuta, os caras já ouviram de tudo, e têm muito a se orgulhar.



Nascidos no século passado em Gothemburg, eles ajudaram a criar e dar cara para o famigerado ‘Gothemburg sound’, ou o death metal melódico, mas  antes das honrarias vieram as provocações, o ensurdecedor barulho das vozes que ninguém quer ouvir. Vencedores, eles conquistaram grande prestígio, mas nunca se contentaram com o posto: investiram em mudanças sonoras, lapidaram a velha fórmula com talento e criatividade, e hoje são uma das bandas mais criativas de todo o cenário. Dúvida? Confira então o mais recente disco, Atoma (2016) e veja a liberdade e consciência com que os caras brincaram e reinventaram o seu som. O caminho trilhado pelo sueco Dark Tranquillity é digno de muito mais do que mera admiração.



E, se música criativa fica legal no disco, sempre bate aquela curiosidade para ver como a coisa soa no palco, e mais uma vez tínhamos a chance de conferir, já que o sexteto estava de volta à São Paulo. Tocando em um sábado à noite em um Clash Club com bom público mas não lotado, o sexteto sueco soube honrar os presentes, e proporcionou um show digno de uma banda com sua história: pra começar, Force of Hand, uma música bem interessante de Atoma, e que ao vivo parece ganhar o dobro do peso, e que destaca o belo trabalho de bateria de Anders Jivarp, o primeiro a adentrar o palco. Na sequência, The Lesser Faith, do disco aniversariante Fiction, que este ano chega aos dez anos. Durante a execução desta faixa, já se viam os sorrisos de ouro êxtase da banda, que se surpreendia com a bela e barulhenta acolhida que recebiam. Era quase impossível ouvir o vocalista Mikael Stanne, um dos caras mais ‘gente boa’ de todo o cenário metálico mundial.



Ao final da música, muito próximo do público, ele perguntou se os brasileiros já tinham ouvido o disco Atoma, e não poderia ouvir melhor resposta do que o coro em uníssono durante toda a faixa-título, e retribuiu o carinho cumprimentando o máximo de pessoas que conseguia. Mas nada disso faria eco ao sensacional momento em que a bela e emotiva Forward Momentum começou a ser executada. Com o belo clipe da música rolando no telão ao fundo, era possível sentir na carne cada verso da canção, que parecia ganhar novos versos e sentidos enquanto víamos as paisagens gélidas se distanciado no telão, diante do qual uma banda precisa tocava cada nota com uma solenidade e emoção que beiram o indizível. Por si só este momento valeria a noite, mas ela ainda estava apenas começando.



O passeio musical continuou com Terminus (Where Death is Most Alive), um dos grandes destaques do ótimo Fiction, e ganhou em força e volume com The Silence in Between, uma das faixas de Construct (2013) que todo mundo conhece e curte. Final Existance e seus excelentes riffs não apenas representou o poderoso Damage Done (2002), mas foi o ‘cartão de visitas’ definitivo da nova dupla de guitarristas do Dark Tranquillity ao vivo, Johan Reinholdz e Christopher Amott, que é exatamente aquele cara que você está pensando. Se os guitarristas se destacaram, por que não destacar todo o conjunto da obra? Monochromatic Stains, outra de Damage Done fez exatamente isso, colocando a banda toda sob os holofotes, em uma apresentação em que a perfeição talvez fosse a única coisa a superar a emoção.



De faixas mais antigas, apenas The Wonders at Your Feet (Haven, 2000) e ThereIn (Projector, 1999), e infelizmente nada de Skydancer (1993), The Gallery (1995) e The Mind’s I (1997), o que é uma pena. Mas, encerrando com a trinca State of Trust, Through Smudged Lenses e Misery’s Crown a apresentação chegou ao fim, deixando aquela impressão de que havíamos passado por algo especial, e que torcemos para se repetir. E, pela cara de Stanne, nós não éramos os únicos pensando assim. Que voltem logo. Pois, como já diz a música ‘this is the time of no regret’.


 

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