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18:41 Live Evil



BORKNAGAR
Teatro Odisseia - Rio de Janeiro/RJ
24 de março de 2017
Por Daniel Dutra / Fotos: Allan Barata

“Finalmente, depois de 25 anos!”, bradou o vocalista Pål “Athera” Mathiesen ao fim de “The Rhymes of the Mountain”, primeira música do set de uma hora e meia do Borknagar. Ele estava coberto de razão, mas a longa espera não era a única razão por que o Borknagar merecia casa cheia no Rio de Janeiro – vá lá que a necessidade de começar o show cedo, às 19h30, acaba sendo uma bênção para quem gosta de chegar mais cedo em casa, mas um pesadelo para quem tem de enfrentar um trânsito caótico na hora do rush. A banda norueguesa – completada por Øystein Garnes Brun e Jens F. Ryland (guitarras), Simen “ICS Vortex” Hestnæs (baixo e vocal), Lars “Lazare” Nedland (teclados e vocal) e Baard Kolstad (bateria) – é daquelas únicas no heavy metal.



A noite ratificaria isso, e o público que compareceu em número apenas razoável ao Teatro Odisseia pode se considerar felizardo: num momento em que os shows estão ficando escassos na cidade, fez parte da história. Nem mesmo o som embolado no início, com falhas no microfone de Mathiesen, diminuiu os ânimos dos fãs, principalmente dos que estavam na fila do gargarejo, que fizeram bonito numa coreografia de braços para o alto em “Epochalypse”, e da própria banda, que esbanjou bom humor. Com uma lata de cerveja na mão, Mathiesen desejou, em bom português, “saúde” para todos, mas prefiro acreditar que houve também uma generosa dose de boa educação de nosso convidado, afinal, o que ele estava bebendo era qualquer coisa, menos cerveja.



De verdade mesmo era a música do Borknagar. “Ad Noctum” veio em seguida como uma locomotiva, guiada pelo ótimo Kolstad e ancorada pelos vocais precisos de Hestnæs. Ao perguntar se os fãs queriam mais material ‘old school’, o baixista anunciou mais uma de “The Archaic Course”, terceiro disco do grupo, lançado em 1998. Havia chegado a vez de “Universal”, que manteve o público numa viagem de volta ao tempo e ao singular trabalho dos noruegueses. Folk metal, viking metal, black metal... Rotular chega a ser até injusto, porque as nuances do som do sexteto são várias, incluindo progressivo, metal tradicional e, sem qualquer melindre, até mesmo hard rock.

Senão, vejamos: “The Eye of Oden”, de “The Olden Domain” (1997), foi do doom ao extremo e colocou a plateia para cantar o seu corinho. “Frostrite”, de “Urd” (2012), colocou o pé no freio e mostrou a beleza do progressivo com um toque mais clássico do metal – e tome corinho entoado pelos fãs. Uma dobradinha extraída de “Quintessence” (2000) completou a salada musical: “Icon Dreams” apresentou os seus leves toques dançantes, enquanto “Ruins of the Future” trouxe de volta o death metal com belas passagens instrumentais – esta já com Mathiesen de volta ao palco. Fora das três canções anteriores, o vocalista aproveitou para dar um pulo no balcão do segundo andar e tirar algumas fotos da banda.



“Tenho uma mensagem do Andreas para vocês”, disse Mathiesen, referindo-se ao vocalista e multi-instrumentista Andreas "Vintersorg" Hedlund, que não está em turnê com o Borknagar. “Ele disse que gostaria muito de estar aqui, mas lamenta que não tenha sido possível.” A banda, então, como se precisa compensar, resolveu abrir os portões do inferno para soltar sem dó nem piedade os massacres “Dauden”, num casamento bem arrumado entre os vocais guturais de Mathiesen e limpos de Hestnæs, e “The Dawn of the Dead”, esta amenizada com partes instrumentais mais calmas, muito bonitas.

O protocolar bis começou com a pedida – e aclamada – “Colossus”, que colocou o Odisseia para cantar com vontade, e uma grata surpresa: a boa recepção que teve “Winter Thrice”, faixa-título do mais recente álbum de estúdio, lançado em 2016, mostrando que quem estava lá era, acima de tudo, fã da música extremamente criativa e bem executada do Borknagar. Um belo show para deixar arrependidos os que não foram prestigiar. Até porque, com o fim da festa às 21h, o fim de semana mal havia começado...



Set list

1. The Rhymes of the Mountain
2. Epochalypse
3. Oceans Rise
4. Cold Runs the River
5. Ad Noctum
6. Universal
7. The Eye of Oden
8. Frostrite
9. Icon Dreams
10. Ruins of the Future
11. Dauden
12. The Dawn of the End
Bis
13. Colossus
14. Winter Thrice

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