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22/10/2012
10:30 Entrevista



CONFRONTO
 
SUCESSO MUNDIAL, ALMA LOCAL
 
Por Andréa Ariani
 
Os caras são do Rio de Janeiro, mas, até agora, alguns dos momentos mais marcantes da carreira aconteceram fora do Brasil ou em São Paulo, onde a banda tem um dos seus melhores públicos e gravou o DVD de 10 anos. Em 2012, depois de mais de uma década de história, é hora de mudar esse jogo. O Confronto prepara novo disco e grava no Rio com estúdio e produção local. Apesar de não ter sido divulgada ainda a data para o lançamento, o álbum já está em fase de finalização e em ajuste dos detalhes finais. Ainda sem nome, gravado no Estúdio Superfuzz com produção e mixagem de Davi Baeta, o que se pode adiantar é que o disco terá doze faixas e participações especiais de João Gordo (Ratos de Porão), Carlos Lopes (Dorsal Atlântica), Felipe Eregion (Unearthly), além de Jonathan Cruz, Caio Mendonça e Paulo Doc, do Lacerated and Carbonized. A ROADIE CREW conversou com a banda em dois momentos: antes do show de abertura para o At the Gates, em julho, no Hangar 110 (SP) e na semana passada com o baterista Felipe Ribeiro para saber das novidades. Felipe Chehuan (vocal), Maximiliano Moraes (guitarra) e Eduardo Moratori (baixo) também deram mais detalhes da produção deste tão aguardado disco. E quer saber? Promete!
 
Vocês divulgaram recentemente alguns detalhes do disco novo, dizendo que a produção já está bem adiantada e de como foi o processo de gravação. O que mais vocês podem adiantar sobre o conceito, quantidade de músicas e sobre como foi concebida a produção desse novo disco?
Felipe Ribeiro:
Eu acho que nesse disco nós conseguimos englobar tudo o que a gente queria em termos de som, em termos de ideias. Tivemos tempo suficiente de trabalhar bem ele, trabalhar as composições e trabalhar bem todo o processo de gravação. Conseguimos fazer exatamente tudo aquilo que a gente queria e acho que conseguimos maximizar tudo o que já tínhamos feito antes, jogar pra esse e ainda conseguir pegar elementos novos e tentar jogar tudo pra cima. Eu acho que vai ser a parada mais brutal que a gente já fez.
Felipe Chehuan: Ficamos quatro anos sem lançar e tivemos um amadurecimento muito grande musicalmente e conseguimos transpor isso de uma forma muito boa. A gente acabou agradando a todos de uma forma muito madura.
 
E vocês já sabem como vai ser o lançamento? Pretende lançar um single antes, lançar o disco inteiro físico ou só virtual para download? O que vocês estão planejando nesse sentido?
Felipe Chehuan:
Vai sair primeiro um single com videoclipe. Vai sair também o conceito de capa e arte, mas só no dia do lançamento.
Felipe Ribeiro: Acho que a galera vai meio que dar uma assustada. A gente tem muita coisa pronta e muita coisa ficou melhor que a gente queria que ficasse. Vamos chegar com o disco pronto, com um vídeo pronto, uma turnê agendada, tocando em muitos lugares do Brasil, da América do Sul e da Europa. E a gente mesmo está assustado com a proporção que a coisa tomou. Cada dia, cada e-mail que é sempre com uma resposta muito boa.
 
O disco vai sair independente ou vocês já têm algo fechado com algum selo ou alguma gravadora para distribuir?
Felipe Chehuan:
A gente já está em conversa com alguns selos. Temos algumas propostas já, mas só vamos escolher quando tiver com ele pronto.
Max: Na verdade, nesse disco estamos fazendo o oposto do que a gente sempre trabalhou. Primeiro fechava com um selo pra depois gravar um disco. E dessa vez fizemos diferente, mas tudo como a gente queria que fosse.
Felipe Chehuan: Pra depois começar a conversar.
Felipe Ribeiro: O legal é que isso deu várias possibilidades e uma melhor que a outra. E chegou uma hora que a gente ficou no “ih, caralho, o que a gente faz agora?” (risos).
Max: A gente se trancou numa garagem, colocou nosso equipamento lá, como se tivesse começado agora. Ficamos trancados na garagem, focando nas nossas coisas, escrevendo nossas músicas, trocando novas ideias, tocando um som, fazendo a coisa do nosso jeito, do jeito que a gente sempre quis.


 
Até isso que ia perguntar mesmo, se o fato de vocês optarem por gravar num estúdio no Rio influenciou nesse processo, se ajudou, se foi mais fácil focar. O estúdio é de um cara que sabe o que faz, é da cena, está na cena, mas não produziu nada ainda de som pesado ou na linha que vocês trabalham. Então, como é que aconteceu esse processo de escolha do Superfuzz e de ter a facilidade de tocar praticamente no quintal de casa?
Max:
Acho que o fato que mais ajudou nessa história toda é que estamos fazendo as coisas com nossos amigos, gente que anda com a gente, conhece a gente e tudo ficou num clima muito bom.
Felipe Ribeiro: Sabe o que somou muito? Esse disco, estamos também fazendo com um produtor que a gente trabalha há mais de dez anos. A gente fez num estúdio que é próximo, como você disse, praticamente no quintal da nossa casa. Quem está co-produzindo é cara que já conhecemos há muitos anos, que é o Bil (Gabriel Zander, dono do estúdio e vocalista da banda Zander).
Felipe Chehuan: Os caras do Dorsal também estão gravando lá e nesse tipo de som mais pesado e outras opções de bandas, ele está abrindo o leque com esse estilo de som.
Felipe Ribeiro: Tanto a banda quanto o produtor, que é o Davi [Baeta] e co-produtor que é o Gabriel Zander, estão todos numa sintonia muito parecida, muito igual. A gente joga uma ideia e eles também tem um pensamento igual. Então, as ideias estão se encontrando e a gente conseguiu fazer isso de uma maneira perfeita. Do jeito que a gente quer.
 
Nesse momento, para atiçar ainda mais a ansiedade dos fãs por esse trabalho, como está o cronograma desse disco?
Felipe Ribeiro:
Por enquanto eu não tenho a data exata do lançamento do novo álbum, mas ao que tudo indica pode ser lá pra dezembro. O resultado está totalmente dentro do esperado e preservamos o espírito destruidor do Confronto continua intacto. Estamos aquecendo as nossas baterias realizando alguns shows pelo país e acredito que o pessoal que tem comparecido aos shows já deve ter sentido como o nosso poderio bélico está sendo armazenado.
 
O fato de vocês terem uma grande experiência internacional e uma visão mais global do que acontece, serem conhecidos, agora que tem essa história acontecendo em casa, vocês sentiram ou tem algum pedido de fã, sentem necessidade de fazer algo diferente da linha de som, algum cover ou algo em outro idioma? Há vontade ou necessidade de fazer algo fora da linha que vocês costumam trabalhar?
Felipe Chehuan:
O que acontece é que cada lugar tem sua característica. Na Europa eles já pediram muito para a gente cantar em inglês, por mais que conheça a temática da banda em português, adquirem a banda em português. E a gente já pensou em relação a isso de tentar, futuramente, em mudar, acrescentar alguma coisa em futuros trabalhos. Mas pra esse disco não vai ter cover, vão ser doze músicas novas, inéditas. E o que está diferente, o que está sendo somado a tudo isso são influências que a gente nunca produziu em discos anteriores, vai estar bem nítido isso. Vai ter músicas com a temática completamente diferente de algo que a gente sempre mostrou. Mesmo em português, a gente está com uma produção muito diferente, com a execução das músicas muito diferente.
 
Falem um pouco sobre essa parceria de dez anos com a Sobcontrole e como vocês estão planejando esse lançamento. Se primeiro vai ser lançado aqui e divulgado lá fora, ou se dessa vez, pelo fato de vocês estarem fazendo esse esquema diferente de gravação, se há um planejamento diferente também para a tour e shows de divulgação.
Felipe Ribeiro:
Em alguns lançamentos a gente acabava de gravar o disco e já emendava uma tour na Europa para depois fazer alguma coisa aqui no Brasil. Dessa vez queremos fazer o contrário. A gente quer lançar o disco aqui, ainda esse ano. Lançar esse disco aqui até o final do ano e armar turnê no Brasil. A gente já tocou em muitas cidades e muitos lugares legais do Brasil, mas queremos fazer mais e depois levar para outros lugares. Provavelmente para a Europa, é um bom lugar pra começar, mas provável que América do Sul e depois Europa. E sobre esses dez anos, a gente fez tour na Europa, lançamos quatro discos e o DVD. E com isso queremos maximizar tudo que a gente já fez, continuar, mas buscando fazer mais, sempre procurando crescer e fazer mais. A gente vai continuar com quem, nesses dez anos, sempre agendou show pra gente, sempre esteve junto desde o começo. Nosso primeiro show foi agendado pelo Tatá [dono da produtora].
Felipe Chehuan: A gente já fez muita coisa junto, foi para a Europa junto, ele já fez muita coisa com a gente.
Max: O mais bacana é fizemos nesse tempo um trabalho em parceria, já foi para um monte de lugar junto, foi para Europa junto.
Felipe Chehuan: Também pra América do Sul
Max: E a gente está numa vibe que tudo começou junto, tudo começou ali. Aprendemos junto, todo mundo ali crescendo, aprendendo, entendendo como é que as coisas funcionavam, isso coloca a coisa numa vibe muito legal. Todo mundo quando pensa em dar ideia, já fala uma coisa que o outro também pensou e tudo fica na mesma sintonia e torna a coisa ainda mais especial.
 
Vocês já dividiram palco com várias bandas gringas e tocar com alguma não é uma novidade, mas como é que rolou esse convite para tocar aqui com o At the Gates. E o que acharam dessa oportunidade já que eles são uma referência declarada do som de vocês.
Felipe Ribeiro:
Foi justamente o Tata que armou essa e ficamos muito felizes porque o At the Gates é uma referência desde o início da banda. E uma das coisas mais gratificantes que tem acontecido bastante com a gente, principalmente na Europa, é tocar com uma banda que você admira, que você gosta. E a gente estava falando justamente sobre isso. Já fomos pra Europa cinco vezes, já tocamos com muitas bandas grandes, bandas importantes que nos influenciaram tipo Napalm Death. Mas o mais legal também é poder tocar com quem influenciou a banda e tocar aqui no Brasil, em São Paulo, num lugar que a gente se sente em casa, apesar de sermos do Rio de Janeiro. Mas é uma felicidade muito grande. Com esse tipo de coisa, a gente sempre fica amarradão.

Fotos: Mauricio Santana

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