25 de Maio 2017
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Edição:
#193
Mês:
FEV
Ano:
2015
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AC/DC
Por P. Brannigan/M. Anders/H. Tuxen

Na manhã de 6 de novembro do ano passado, Angus Young, Brian Johnson e Cliff Williams foram acordados no hotel em que se encontravam na Alemanha com a notícia de que o baterista Phil Rudd, seu parceiro de longa data no AC/DC, havia sido preso na Nova Zelândia. Vários motivos deram causa à sua prisão: posse de maconha e metanfetamina, e, muito mais grave, conspiração para assassinato - ele foi acusado de tramar a morte de duas pessoas. Na tarde daquele mesmo dia, Rudd, de 64 anos, apresentou-se na delegacia de forma lastimável - barba por fazer e descalço - onde foi indiciado e liberado mediante pagamento de fiança e a condição de não estabelecer qualquer tipo de contato com as demais pessoas citadas no inquérito. Na mesma tarde, o AC/DC divulgou um comunicado através de sua página no Facebook. “Só ficamos sabendo da prisão de Phil através do noticiário”, dizia a nota. “Não temos comentários a fazer. Mas podemos garantir que isso não vai afetar o lançamento de Rock Or Bust, nem a turnê que começa em 2015.”

Esse episódio acabou sendo apenas mais um drama dentro do verdadeiro inferno astral que se abateu sobre a banda ao longo de 2014. Em meados de abril, surgiu um boato de que a banda convocaria uma entrevista coletiva para anunciar sua aposentadoria. Rumores davam conta de que Malcolm Young havia sofrido um AVC e que Angus teria decidido encerrar a carreira da banda. Já o vocalista Brian Johnson, em entrevista concedida logo depois ao jornal britânico The Telegraph, não confirmou nem desmentiu o boato: “Não gostaria de fazer nenhuma declaração acerca do futuro da banda. Um dos caras está doente e muito debilitado, mas eu prefiro não falar a respeito”, disse ele. “Ele está lutando e quer privacidade. É um sujeito maravilhoso.”

Na mesma semana, a banda soltou um comunicado a respeito. “Malcolm está se afastando da banda por um tempo em função de suas condições de saúde”, informava. “Ele gostaria de agradecer à legião de fãs da banda pelo apoio e amizade incondicionais. E nós do AC/DC gostaríamos de pedir que a privacidade de Malcolm e de sua família seja preservada durante esse período. A banda continuará na ativa.”

“Nós continuaremos trabalhando e em maio vamos entrar em estúdio para reunir ideias e tocar um pouco. Se disso sair alguma coisa, gravaremos mais um disco”, informou Johnson na entrevista ao The Telegraph. O resultado disso foi Rock Or Bust, 15o álbum de estúdio do quinteto. Gravado no The Warehouse Studio, em Vancouver (CAN), com o produtor Brendan O’Brien (que já havia trabalhado com a banda no disco anterior, Black Ice, de 2008), e contando com Stevie Young, sobrinho de Angus e Malcolm, na guitarra base, o disco chegou a surpreender muita gente por manter a mesma energia de sempre. E, como se ainda fosse preciso provar alguma coisa, nada menos que quatro das onze músicas - Rock The Blues Away, Got Some Rock & Roll Thunder, Rock The House e Rock Or Bust – trazem a palavra “Rock” no título. Ou seja, nenhuma mudança muito radical acontecera, até então - ou até setembro, quando o AC/ DC anunciou que Malcolm Young não voltaria à banda que ajudara a formar em 1973 por ter sido diagnosticado com demência (N.T.: a palavra em inglês ‘dementia’ é usada para definir genericamente qualquer doença degenerativa que ataque o cérebro; dentre elas a mais comum é o Mal de Alzheimer).

Quando Angus, Brian e Cliff começaram as viagens promocionais de Rock Or Bust pela Europa (o primeiro encontro com a imprensa aconteceu no dia 3 de novembro, em Londres), já sabiam que seriam bombardeados com perguntas sobre a saúde de Malcolm. Porém, os acontecimentos de 6 de novembro acabariam suplantando essas questões. Parecia que o quadro não poderia ficar pior. No dia 7, o advogado de Phil anunciou que a acusação mais grave contra seu cliente, conspiração para a morte de terceiros, havia sido retirada pela promotoria.

Enquanto isso, no lobby do luxuoso hotel Breidenbacher Hof, em Düsseldorf (ALE), o pessoal da gravadora tentava convencer os jornalistas que esperavam para falar com a banda a não tocar nesses assuntos delicados - afinal, eles diziam respeito a um dos seus amigos mais próximos e um dos colaboradores mais tradicionais da banda. Naturalmente, toda a simpatia dos assessores da banda não foi suficiente para que o assunto não viesse à tona. E Angus Young, como de hábito, não fugiu das perguntas, assim como foi direto e completamente sincero em relação ao pior ano que a banda viveu desde a morte de Bon Scott, em 1980. “Malcolm sempre disse pra gente seguir em frente”, disse o guitarrista. “E essa sempre foi nossa postura. Desde que criamos a banda.” 
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